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Ex-PM condenado por morte de Amarildo posta vídeo queimando farda após decisão do STJ

O ex-soldado da Polícia Militar Douglas Roberto Vital Machado, que teve a pena aumentada pelo STJ nessa terça-feira por envolvimento no desaparecimento e morte do ajudante de pedreiro Amarildo de Souza, postou um vídeo em seu Instagram queimando a farda da PM que usava para trabalhar. A pena do ex-militar, conhecido como Douglas Macaco, subiu de 11 anos e seis meses de prisão para 13 anos e 8 meses de reclusão. Além dele, também tiveram as penas aumentadas o major Edson Raimundo dos Santos, então comandante da UPP da Rocinha e o tenente Luiz Felipe Medeiros, subcomandante da unidade à época.


Vital postou outro vídeo no Instagram no qual afirma que após a decisão do STJ, venderá seus negócios e deixará o Rio. O PM, que passou sete anos preso pelo crime, afirma que tinha esperanças de ser absolvido e de que voltaria à corporação, por isso ainda mantinha sua farda.

- Tive uma dose muito grande de esperança. Que coisas sérias poderiam acontecer e que eu pudesse enfim provar minha inocência, de um fato que tenho a plena convicção de que sou inocente, assim como meus companheiros (...) O julgamento deixou claro que não tenho condições e não vou mais vestir a farda que tanto amo, que carrego comigo, estava em meus armários – disse o ex-policial.


Douglas acrescenta que não sabe se voltará à prisão em razão do aumento de pena, mas relembra que permaneceu sete anos atrás das grades e afirma que ainda “assina” o processo, referindo-se ao comparecimento mensal em juízo que ainda precisa cumprir.

- Vou aguardar a decisão da Justiça. Ainda teve a questão de aumento de pena. Acredito que não devo voltar para a prisão porque passei quase sete anos preso. Ainda assino, o processo ainda conta, então acredito que não devo voltar a ser preso. Mas minha condenação que acabaria agora vai ser prorrogada.


No processo da morte de Amarildo, Douglas foi acusado de apontar o ajudante de pedreiro como responsável por guardar armas e drogas de traficantes da Rocinha. Ainda segundo a acusação, após ordem do major Edson, ele buscou a vítima em um bar e o levou para a sede da UPP, “onde participou ativamente de sua tortura e morte” e também da ocultação do cadáver.


O major Edson dos Santos teve a pena aumentada de 13 anos e sete meses de prisão para 16 anos, 3 meses e seis dias. Já a pena do tenente Luiz Felipe Medeiros subiu de 10 anos e sete meses de prisão para 12 anos, oito meses e três dias de reclusão.

Vital foi expulso da PM, mas o tenente Medeiros e o major Edson, não. Edson permanece na corporação após ter prescrito o prazo previsto na lei de exclusão de oficiais para expulsá-lo. Já Medeiros já teve a expulsão determinada judicialmente, mas ainda recorre da decisão na Justiça.



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