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Empresário é alvo de operação contra garimpo em terras Yanomami

Bruno Cezar Cecchini já foi alvo da polícia e teve 111kg de ouro, avaliados em R$ 18 milhões, apreendidos dentro de avião em Goiânia. Defesa disse que vai se manifestar após ter acesso ao processo judicial.


O empresário de Goiás Bruno Cezar Cecchini, que já foi denunciado por comprar ouro de garimpeiros, foi alvo de nova operação da Polícia Federal, nesta terça-feira (14), contra o garimpo ilegal na Terra Indígena Yanomami, em Roraima. Na sede da empresa dele, a JRJ Minas Export, em Goiânia, a corporação foi cumprir mandado de busca e apreensão e de bloqueio de bens.


A defesa de Bruno Cezar Cecchini disse ao g1que vai se manifestar sobre a operação após ter acesso ao processo judicial. Em relação ao processo em que ele foi denunciado, em junho de 2022, o advogado disse que está em fase de resposta à acusação

Outra empresa de comércio e exportação de minério aparece na lista da Polícia Federal para cumprimento de mandado de bloqueio de bens. O dono da empresa afirmou que ela foi fechada há 4 anos e desconhece a operação.

Segundo a PF, a organização criminosa que está sendo investigada agora movimentou R$ 422 milhões em 5 anos. Os mandados foram expedidos pela 4ª Vara Federal Criminal da Justiça Federal em Roraima e são cumpridos em Goiás, São Paulo e Roraima.


O empresário Bruno Cecchini já foi alvo da polícia e teve 111kg de ouro, avaliados em R$ 18 milhões, apreendidos dentro de um avião particular no Aeroporto Santa Genoveva, em Goiânia, em junho de 2019.

Bruno Cecchini é dono da RJR Minas Export, com sede em Goiânia. Ele e parentes, além de dois italianos, já foram denunciados pelo Ministério Público Federal, em junho de 2022, por comercializar ouro extraído ilegalmente de garimpos na Amazônia e exportar para a Itália.

Segundo a denúncia, a suposta organização criminosa era liderada por Bruno Cecchini. Por meio da empresa RJR Minas Export, o grupo comprava ouro ilícito de garimpos ilegais no sul do Pará e no norte do Mato Grosso.


Para camuflar a origem ilícita do ouro, o MPF disse que a organização indicava que a lavra de ouro teria sido retirada da área que tem título minerário regular, localizado em Colniza (MT).

Peritos foram ao local e confirmaram que lavra estava inativa. Posteriormente, o ouro era revendido para a empresa de propriedade dos italianos, que o exportava para a Itália como se fosse lícito.

Só no ano de 2019, a organização comercializou mais de 1,5 tonelada de ouro ilegal, que rendeu valor superior a R$ 440 milhões.


Fonte: G1

Foto: reprodução.

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