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Dólar opera em queda e chega a R$ 4,94, com perspectiva de diferencial de juros favorável ao Brasil


O dólar opera em queda nesta quinta-feira (2) e era negociado abaixo do nível de R$ 5 pela primeira vez em quase oito meses, depois que uma nova desaceleração no ritmo de aperto monetário do Federal Reserve e a manutenção da Selic em patamar elevado pelo Banco Central pintaram um quadro de diferencial de juros favorável ao real.

Às 12h, a moeda norte-americana caía 1,44%, cotada a R$ 4,9876


No dia anterior, a moeda norte-americana recuou 0,25%, cotada a R$ 5,0604. Com o resultado, a moeda passou a acumular perda de 0,99% na semana, de 0,25% no mês e de 4,12% no ano.


O que está mexendo com os mercados?

O tombo do dólar foi desencadeado em parte pela decisão da véspera do Federal Reserve (BC dos EUA) de elevar a meta de taxa de juros em 0,25 ponto percentual, uma desaceleração em relação a aumentos anteriores de 0,50 e até 0,75 ponto.

"Ganhou força desde o final do ano passado a ideia de que o Fed ia desacelerar a alta de juros, e isso se concretizou ontem e enfraquece o dólar em relação às moedas todas, é um movimento global", disse à Reuters Bruno Mori, planejador financeiro pela Planejar.

O Banco Central do Brasil decidiu manter a Selic em 13,75% ao ano e ressaltou que a incerteza fiscal e a deterioração nas expectativas de inflação do mercado elevam o custo para que a autoridade monetária atinja suas metas, sugerindo taxas altas por mais tempo.

"A ideia de que os juros não vão cair tão cedo ganham cada vez mais força e evidência prática, e o fluxo para o mercado local tende cada vez mais a aumentar", explicou Mori, destacando o amplo espaço entre os patamares de juros no Brasil e nos Estados Unidos.

Quanto maior o diferencial entre os custos dos empréstimos domésticos e internacionais, mais atraente fica o real para uso em estratégias de "carry trade", que consistem na contratação de empréstimo em país de juro baixo e aplicação desses recursos em praça mais rentável. Desta forma, a manutenção da Selic no nível elevado atual e um arrefecimento do aperto monetário do Fed jogam a favor da divisa brasileira.


Fonte: G1

Imagem: reprodução.

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