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Barqueiro informou que a Lancha já havia dado problema dias antes da tragédia no Pará



O clima entre moradores do arquipélago do Marajó é de que o naufrágio, que deixou até então 19 mortos após afundar próximo à ilha de Cotijuba, distrito de Belém, é uma "tragédia que poderia ter sido evitada". Abalado com a situação das famílias que perderam entes queridos, o autônomo Manoel Martinho, que trabalha como barqueiro na região, tinha viajado na lancha clandestina Dona Lourdes II dois dias antes do naufrágio e afirma que ela já tinha apresentado problemas.

"Essa lancha já havia apresentado problema. Na viagem anterior, deu problema no eixo", ele afirma.

Martinho comenta que os moradores estão bastante abalados, principalmente nos municípios de Salvaterra e Cachoeira do Arari, onde sete vítimas foram enterradas neste sábado (10).

"É muito triste. Todo mundo está abalado com essa viagem sem volta".

A pescadora Mariane Pantoja afirma que as vítimas não tinha escolha senão embarcar na lancha para chegar até Belém. Muitos moradores saem em busca de consultas médicas, ou para trabalhar ou estudar fora do Marajó. "Eles (as vítimas) foram porque precisavam, não porque queriam. A gente fica à mercê dessa viagem", diz.


A embarcação Dona Lourdes II é clandestina, e não era fiscalizada pela Agência de Regulação e Controle de Serviços Públicos do Estado do Pará (Arcon-PA) e Marinha do Brasil. Por isso, o número de desaparecidos ainda não é preciso. Enquanto isso, muitas famílias estão angustiadas sem ter notícias de parentes que estavam na lancha.


Fonte: G1.

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