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Anestesista preso por estupro vai acompanhar julgamento de modo remoto

Medida foi tomada por questões de segurança. Giovanni Quintella Bezerra está preso na Cadeia Pública Pedrolino Werling de Oliveira, conhecida como Bangu 8, destinada a detentos com ensino superior.


O médico anestesista Giovanni Quintella Bezerra, que começa a ser julgado pelo estupro de uma mulher durante uma cesárea no Hospital da Mulher Heloneida Studart, em São João de Meriti, nesta segunda-feira (12), não vai acompanhar de forma presencial a audiência por motivo de segurança. Ele está sendo ameaçado de morte e, por medida de proteção, acompanhará os depoimentos da Cadeia Pública Pedrolino Werling de Oliveira, conhecida como Bangu 8.

Giovanni responde por estupro de vulnerável. O presídio é destinado a detentos com curso superior. Ele está preso em uma cela individual e isolado. O médico virou réu em julho. Além do estupro durante o parto filmado, a polícia investigou outros casos.

O g1 apurou que, ao menos, seis mulheres teriam sido vítimas do médico. A Delegacia de Atendimento à Mulher (Deam) de São João de Meriti está relatando todos os casos ao Ministério Público do Estado (MPRJ) que deverá denunciá-lo.

A defesa do médico deve alegar, nesta primeira audiência do julgamento, que o médico foi gravado ilegalmente. A Defensoria Pública já havia sustentado essa tese em um dos pedidos de habeas corpusimpetrados no Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJ-RJ) e que, posteriormente, foram negados.

O advogado da primeira vítima do médico, uma mulher que deu à luz horas antes dele ser filmado, criticou a postura da Defensoria.


"A tese de defesa utilizada pelos defensores é que a gravação foi ilegal. Não é verdade. Primeiro que a gravação sendo feita em local público, ela não é ilegal. Não precisa de autorização dele. E mesmo se o muito fosse local privado, todo o conjunto probatório, os depoimentos dos profissionais, o depoimento da própria vítima, já é o suficiente para manter uma condenação", afirma o advogado criminalista Joabs Sobrinho.



O advogado explica como será passo a passo do julgamento.

"Nesse primeiro momento serão ouvidas as testemunhas de acusação, em seguida as testemunhas de defesa, os advogados falam e, posteriormente, as alegações finais. O processo está bem no início. Acredito que ele vá continuar preso no processo todo. Neste processo não é só uma vítima, e sim outras vítimas. Inclusive, a nossa cliente que foi a primeira a fazer o parto, a primeira estuprada", salientou Joabs Sobrinho.

Segundo o advogado da vítima, ainda não é possível saber, neste primeiro momento, a pena que o anestesista pegará, caso seja condenado pelo crime.

"Não sabemos qual será a pena dele, porque é réu primário e tem uma série de fatores. Mas, se for somar todas as penas, ele passa de 20 anos na cadeia", disse.


Fonte: G1.

Imagem: reprodução.

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